Algumas frases retiradas das sessões



Algumas frases retiradas das sessões


"Eu sei o que preciso de fazer para me portar bem, mas não consigo" (C.15 anos); "Eu não sei fazer nada" (N. 8 anos); "Esta semana não me correu bem...é a escola..." (F. 14 anos); "Não gosto daquela professora!Ela chateia-me e eu respondo!" (R. 13 anos); "Quando ouço a professora a dizer que alguém vai ler, o meu coração começa logo a bater" (D. 16 anos); "Os meus colegas gozam comigo, dizem que sou feia e que não sei falar" (C.10 anos).







segunda-feira, 4 de abril de 2011

Já abriu

A Mentes Dotadas - Academia foi inaugurada ontem.

Foi uma tarde divertida para as crianças/jovens e pais. Tivemos animação, demonstração de hip-hop  e demonstração de kempo chinês.

Estão abertas as  inscrições para todas as actividades.

No dia 9 de Abril estará aberta uma sessão gratuita de Psicologia para quem quiser vir tirar dúvidas e expor as suas preocupações.

No dia 16 de Abril estará aberta uma sesssão gratuita de Terapia da Fala para os pais que quiserem despitar alguma problemática dos filhos e para os adultos que apresentam alguma limitação a este nível.

No dia 7 de Maio estará aberta uma sessão na área do nutricionismo para quem quiser vir expor as suas preocupações e expor as suas dúvidas.

Agora, com as férias da Páscoa aí à porta, também estão abertas inscrições para ocupação de tempos livres. Teremos um programa de actividades diversificado. Se não tem onde deixar o seu filho enquanto vai trabalhar, deixo-o na Mentes Dotadas - Academia!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mentes Dotadas - Academia......brevemente na Tocha

Mentes Dotadas - Academia...brevemente na Tocha

ABERTURA DIA 3 DE ABRIL DE 2011 - VENHA À NOSSA INAUGURAÇÃO (OFERTAS E DESCONTOS)

A Mentes Dotadas -Academia, cediada na Tocha (em frente à escola EB 2/3), aceita inscrições para: explicações de todas as disciplinas e de todos os anos, apoio ao estudo, ocupação de tempos livres, babysitting, actividades (kempo chinês, ballet, dança criativa, hip hop, break dance, freestyle, yoga, música, pintura), formação, workshops. Também fazemos festas de aniversário nas nossas instalações com animação, bem como animamos casamentos, baptizados e outras festas (por exemplo, festa para jovens com Dj) e alugamos automóveis para esses mesmos eventos.

A Mentes Dotadas - Academia possui uma equipa multidisciplinar com o objectivo de satisfazer as necessidades das crianças, jovens e adultos: Psicologia Clínica, Pedopsiquiatria, Nutricionismo e Terapia da Fala.

sexta-feira, 11 de março de 2011

RECRUTAMENTO

Pretende-se recrutar professores que prestem explicações de: Português, Inglês, Alemão, Francês, Matemática, Química, Física, Biologia....a alunos de todos os anos.

Os interessados deverão enviar o currículo por mail: laraguina@hotmail.com

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Fobias: como ultrapassá-las?"

            Desta vez, decidi abordar o tema das fobias devido a um crescente número de pacientes que tenho recebido com esta problemática.
            Os pais referem que os filhos têm vergonha de falar em público ou de se exporem a pessoas conhecidas ou têm medo de alguma coisa em específico (um animal, carros, máquinas). Até chegarem à consulta, os pais, tentam diversas vezes estimular a superação desta problemática, pois a dinâmica familiar sofre alterações, na medida em que a criança/adolescente deixa de participar em actividades ou deixa de conviver com colegas/familiares e isola-se.
            Uma fobia específica pode ser definida como um medo excessivo, constante e não razoável desencadeado pela presença ou antecipação do confronto com a situação ansiógena. As crianças/adolescentes quando confrontados com estes estímulos podem desenvolver um ataque de pânico. Em consulta, facilmente identificam as sensações corporais no momento do pico da ansiedade: aumento do ritmo cardíaco, sudação das mãos, gaguez, falta de ar, tremores, entre outros.
            Nestes casos, a Terapia Cognitivo-Comportamental é a que eu elejo para ajudar os pacientes a superarem estas dificuldades. Depois de uma entrevista clínica, recolho o “onde”, “quando” e “como” se manifesta o comportamento-problema. De seguida, o paciente é convidado a reflectir sobre as sensações, emoções, pensamentos e comportamentos nas situações ansiógenas. O objectivo é desmontar as crenças disfuncionais (ex.: “Eu não vou ler na missa nem fazer o peditório porque os meus colegas vão gozar comigo, vão dizer que sou feia e que não sei falar”) através de uma análise, dando pontos de vista positivos, de forma a criar esquemas adaptativos (ex.: “se eu não fizer o peditório estou a dar importância àqueles colegas que gozam comigo”).
            Assim, em consulta, pretende-se:
            - Relaxar o paciente e trabalhar esta fobia através da imaginação ou, numa fase mais avançada, 
            através de um contacto directo;
            - Criar situações em que o paciente se tem de imaginar nelas e tem de ir    relaxando à medida que o
            nível de ansiedade aumenta;
            - Fazer o paciente perceber que os pensamentos negativos que vêm à cabeça são prejudiciais;
            - Tentar desenvolver estratégias com o paciente para que no dia-a-dia lide  
            melhor com a situação.
            - Aumentar os níveis de auto-estima;
            - Desenvolver a auto-confiança.

            Nestas sessões é feito um trabalho conjunto entre psicoterapeuta e paciente, mas o paciente é quem tem o papel principal, pois tem como trabalho de casa treinar a técnica de relaxamento e tentar aproximar-se da situação ansiógena de forma calma e relaxada, tentando ter sempre pensamentos positivos.

Tema do mês de Março da Sopa de Letras - Academia
Lara Guina

domingo, 20 de fevereiro de 2011

A complementaridade entre a reabilitação física e a reabilitação mental

             O impacto de uma lesão neurológica (traumatismo crânio encefálico ou acidente vascular cerebral, entre outras), num indivíduo que até esse momento estava bem de saúde, é sempre um momento de angústia para o próprio, para a família e para os amigos.
            A família fica preocupada com as limitações (físicas, pessoais, sociais, profissionais e afectivas) e sofrimento que estas lesões causam e tenta lidar com a situação da melhor forma que sabe. Mas não é fácil!
            A sociedade, é como se tivesse “padrões de normalidade definidos”, e estes padrões, na sua maioria, não incluem indivíduos portadores de deficiência física. Assim, o indivíduo e a família para além de terem de lidar com a nova situação também têm de lidar com a falta de oportunidades sociais. Esta falta de oportunidades e as limitações referidas podem causar no indivíduo um sentimento de revolta, de desvalorização e de grande tristeza.
            Um mal-estar psicológico (tristeza, irritabilidade, falta de paciência, isolamento) pode vir a desenvolver alguns conflitos familiares que acabam por afectar psicologicamente os restantes elementos da família.
            Para além de toda a reabilitação física, torna-se fundamental a intervenção de técnicos especializados para que a família se reorganize e para que cada elemento volte a desempenhar o seu papel (dentro dos possíveis). Desta forma, uma intervenção ao nível da Psicologia Clínica (terapia familiar), poderá ajudar o indivíduo e a família a reconhecerem e a aceitarem as limitações impostas pela deficiência; poderá ajudar o indivíduo a restabelecer-se, incentivando-o a tomar decisões, a tomar iniciativa e a desenvolver uma maior autonomia; e poderá estimular a família no sentido de não deixar de apoiar o indivíduo e não deixar de o incluir nas actividades e tarefas diárias da família.
            É muito importante a família permitir ao indivíduo uma progressiva autonomia. É necessário estimular uma ampliação das relações sociais, um desenvolvimento máximo ao nível da independência na sua reintegração pessoal, evitando situações de isolamento e de superprotecção.

Lara Guina - Psicóloga Clínica (http://laraguina-psicologa.blogspot.com)
em parceria com
Centro Terapêutico – Peroneo (www.peroneo.pt)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Tema do mês na Sopa de Letras - Academia: A importância da afectividade entre pais e filhos…

            Muito se tem falado ultimamente acerca da depressão, pois nunca esta doença foi tão frequente quanto é hoje. A depressão na criança é hoje uma realidade. A ideia da infância como um período tranquilo e protegido de todas as preocupações foi-se dissipando.
            Hoje em dia, os pais não têm muito tempo para brincar ou conversar com os filhos porque chegam tarde a casa e os filhos ou têm de estudar, ver televisão ou jogar consola, o que faz com que as relações de pais e filhos se deteriorem com o tempo passando a haver pouca comunicação ou uma comunicação desadequada. Por vezes as crianças/adolescentes tentam chamar a atenção dos pais fazendo alguma asneira, com o objectivo de serem repreendidos e de não serem ignorados.
            Os pais com os seus problemas e stress no trabalho acabam por não se aperceberem do que se passa no seu ambiente familiar. Andam sempre a correr de um lado para o outro, pois muitos pais têm mais que um emprego. E quando chegam a casa além dos problemas que trazem, trazem também trabalho para acabar. Isto faz com que os filhos se refugiem no seu mundo e não se relacionem de forma saudável com os seus pais. As crianças sentem-se tristes, aborrecidas, frustradas e podem desenvolver uma depressão infantil.
            Quanto mais nova é a criança, maior tendência tem para exprimir corporalmente a sua tristeza, através de dores sem uma explicação física para tal, dificuldades respiratórias, eczemas ou alergias da pele, vómitos. A regressão também poderá ser um sintoma, pois a criança adopta comportamentos que já havia ultrapassado (chupeta, fralda). As dificuldades escolares e de concentração, a falta de confiança em si própria, os sentimentos de inferioridade e o isolamento ocupam um lugar privilegiado na manifestação da angústia que vive. As perturbações do comportamento alimentar e do sono poderão estar também presentes. A criança pode ter dificuldades em adormecer ou pesadelos. Todos estes sintomas referidos provocam mal-estar psíquico e limitam o seu pleno desenvolvimento. É importante que os pais não se esqueçam que os seus filhos precisam de carinho, atenção e que se sintam amados.
Podem ser feitas actividades que proporcionam momentos de partilha entre pais
e filhos:
- um passeio de bicicleta;
- um piquenique;
- seleccionar um jogo lúdico para toda a família;
- participar em brincadeiras (escondidas, jogar à bola)
- ler uma história antes de adormecer;
- ir levar e buscar os filhos à escola (de vez em quando, caso não seja costume);
- ajudar os filhos na realização dos trabalhos de casa ou observarem os cadernos diários, questionarem a data dos testes de avaliação;
- assistir às suas actividades extra-curriculares (jogos de futebol, por exemplo);

Um só gesto destes pode fazer toda a diferença! Se uma criança está deprimida é porque sente que tem falta de amor. Desfrute de bons momentos junto dos seus filhos.         

Lara Guina